segunda-feira, junho 05, 2006

Primeiro Encontro do Projeto BrOffice.org mostra a força da colaboração



Inovação, colaboração e resultados. No seu Primeiro Encontro Nacional, realizado na tarde do dia 2 de junho de 2006, através de videoconferência ligando mais de 20 estados brasileiros, o Projeto BrOffice.org demonstrou, mais uma vez, a força do trabalho colaborativo.
Com o apoio do SENAI/CE, do ITI, da Comunidade de Conhecimento em Software Livre, da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará e de uma formidável rede colaborativa de voluntários da comunidade espalhados pelo Brasil, o Primeiro Encontro Nacional do Projeto BrOffice.org provou a viabilidade da realização de encontros virtuais. Nas palavras do coordenador do projeto, Claudio Ferreira, o desafio de realizar um evento como esse foi plenamente recompensado pela satisfação de trazer para dentro de um espaço comum desde o novo usuário até o coordenador mundial da comunidade OpenOffice.org, Louis Suarez-Potts. Equilibrando temas técnicos e estratégicos, o evento apresentou o panorama geral do desenvolvimento do pacote BrOffice.org e o futuro do projeto.

César Cals Neto: por quê apoiar o BrOffice.org?

A abertura do encontro teve como destaque a palavra do representante da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), César Cals Neto. O formato virtual do Primeiro Encontro do Projeto BrOffice.org foi na sua grande parte viabilizado pela participação da FIEC. Sobre responsabilidade de Marcus Diogo da Silva, o evento foi estruturado com a coordenação do Projeto BrOffice.org durante aproximadamente quatro meses. Além do controle da grade no dia da videoconferência, o sistema de inscrições também foi organizado em Fortaleza.
Em poucos minutos, Cals Neto apresentou as justificativas que levaram a FIEC a apoiar o BrOffice.org e o Software Livre. Segundo ele, “a competitividade, hoje, é fundamental para qualquer sistema produtivo e o Software Livre é um dos caminhos para sermos competitivos, não só pela redução de custos, mas pela possibilidade de desenvolvermos softwares mais eficientes”.
Cals Neto falou, ainda, da importância do desenvolvimento do projeto BrOffice.org e do trabalho colaborativo: “a grande abrangência do BrOffice.org e a sua importância como Software Livre permitirão que as novas gerações de estudantes tornem-se profissionais mais preparados no futuro”.

As novidades do BrOffice.org

Um dos paineis estratégicos mais importantes do evento foi apresentado logo após a abertura do evento, em Fortaleza, pelo coordenador geral do projeto, Claudio Ferreira Filho. Desde o encontro da coordenação da ONG BrOffice.org, em maio, na LinuxWorld, já sabia-se da necessidade de apresentar de forma mais clara as atividades do projeto para a comunidade de usuários. Mesmo após vários meses depois do anúncio da mudança do nome para BrOffice.org e a constituição da ONG, muitas pessoas ainda não tinham informações sobre a realidade do projeto e as atividades desenvolvidas.
O início do painel foi justamente esclarecendo sobre os motivos da mudança. Claudio esclareceu que o BrOffice.org é a continuidade do OpenOffice.org.br e não um fork do projeto original. Todo o desenvolvimento de código no Brasil é replicado para o projeto internacional, no entanto, diversas adaptações são desenvolvidas especificamente para atender os usuários brasileiros.
A pendência jurídica relacionada ao uso da marca “Open Office” no Brasil fez com que o projeto buscasse a formalização, através da constituição de uma ONG cujos objetivos são o de fomentar o desenvolvimento do BrOffice.org e do OpenOffice.org, fixar o conhecimento tecnológico no país e promover ações de inclusão digital. Claudio lembrou que a formalização jurídica garantiu ao projeto o registro da marca “BrOffice.org” e dos domínios do projeto na internet, dando a segurança necessária aos desenvolvedores do projeto e ao usuário final. Ainda na etapa de apresentação do projeto, Claudio falou sobre a nova identidade visual, o novo portal, que possui aproximadamente 300.000 visitas ao mês e a estrutura disponibilizada para os desenvolvedores (wiki, svn e tracker). Aos desenvolvedores, foi informada sobre a necessidade de cadastro no projeto e a de utilização de assinaturas digitais.
Falando sobre os novos projetos, Claudio destacou o trabalho de diversos colaboradores do projeto BrOffice.org. Os projetos do Corretor Ortográfico, do Escritório Aberto, do Gerador Automático de Documentos, do Corretor Gramatical, do Dicionário de Sinônimos e de Inclusão Digital, além de outros, constituem o grande diferencial do BrOffice.org em relação ao OpenOffice.org disponibilizado pelo projeto internacional.
Em relação à dificuldades do projeto, o tópico mais importante que foi destacado é a necessidade de hardware e software para a compilação das novas versões do BrOffice.org. O BrOffice.org usado sobre o sistema operacional Windows é compilado em hardware e software legalizado. Através da criação de alternativas de financiamento, o projeto está buscando minimizar os custos de aquisição do hardware e de licenciamento de software. Uma das iniciativas é o selo “Invisto nessa idéia – BrOffice.org”, direcionado para colaborações de pessoas jurídicas que desejam fomentar o desenvolvimento do pacote de aplicativos no Brasil. Os investimentos na ONG serão usados por exemplo para viabilizar metas antigas do projeto, como o lançamento concomitante das versões do BrOffice.org com as versões do OpenOffice.org do projeto internacional. Segundo Claudio, o esperado lançamento da versão do BrOffice.org 2.0.3 já deverá ser feito em paralelo ao OpenOffice.org 2.0.3. Além disso, viabilizarão trabalhos futuros em áreas específicas dos projetos, como a utilização de assinaturas digitais nos documentos, por exemplo.

A importância do padrão OpenDocument Format

O próximo a falar foi Roberto Salomon, um dos fundadores da ONG BrOffice.org e coordenador do evento em Brasília. Salomon falou sobre o OpenDocument Format(ODF), o formato de arquivos padrão do BrOffice.org e de dezenas de outras aplicações corporativas, tanto livres quanto proprietárias.
O painel salientou a importância da utilização de padrões abertos para a troca de documentos e apontou o OpenDocument como a grande alternativa de armazenamento de informação para os próximos anos. Desde o dia 1° de maio, o formato de arquivos ODF passou a ser um padrão da indústria internacional homologado pela ISO - International Organization for Standardization, sob a identificação ISO/IEC 26300. De acordo com Salomon, a padronização de formatos abertos se assemelha ao desenvolvimento da Internet. Baseada em padrões abertos, a Internet se desenvolveu de forma descentralizada, permitindo a livre circulação das informações. Da mesma forma, com a utilização de formatos abertos, a circulação e o acesso à informação estão garantidos, mesmo depois de muitos anos.
Lembrando que o padrão ODF não é exclusividade do BrOffice.org, Salomon afirmou que o ODF permite ao usuário voltar a ter o controle sobre o que escreve. “Ninguém é obrigado a usar o BrOffice.org. Mais de 21 produtos disponíveis, abertos ou fechados, suportam ODF: Wordperfect, Lotus, IBM Workplace, Koffice, Abiword,...”. Com isso, os produtores de software não prenderão mais o usuário pelo formato de documento, mas pela qualidade do produto.
O usuário já entendeu esse contexto e, hoje, está cada vez mais ciente da importância dos padrões abertos e da interoperabilidade das aplicações. No ambiente corporativo, em especial, isso é uma necessidade básica. Citando a empresa Boeing como participante do consórcio OASIS, que definiu o padrão ODF, Salomon disse que a gigante da aviação está interessada no formato porque, mesmo depois de décadas, os documentos continuarão funcionais e utilizáveis, sem dependências de licenciamento geradas pela utilização de formatos proprietários.
Perguntado sobre a interoperabilidade com as novas versões dos formatos proprietários do Microsoft Office, Salomon afirmou que, embora a Microsoft relute em adotar o formato ODF, a utilização dos formatos abertos é um caminho sem volta e que a própria comunidade de desenvolvedores tem buscado meios de eliminar as barreiras impostas pela Microsoft com a criação de plugins para a utilização do formato ODF.

Projeto brasileiro com reconhecimento internacional

Falando de São Paulo, Carlos Menezes deu início ao primeiro painel técnico da tarde, falando sobre os projetos do BrOffice.org voltados para lingüística. Inicialmente, Menezes apresentou o projeto do dicionário de verificação ortográfica, coordenado por Raimundo Moura e que já conta com o reconhecimento de mais de 1.400.000 palavras. Também foi apresentado o projeto do Dicionário de Sinônimos, coordenado pelos cariocas Murillo Lamas e Fábio Souza.
Sobre o CoGrOO, um corretor gramatical para o OpenOffice.org/BrOffice.org, Menezes falou que há aproximadamente dois anos atrás, juntamente com outros três pesquisadores, iniciou o projeto de implementar um corretor gramatical para o OpenOffice.org, projeto este que foi um dos aprovados no Edital de Software Livre da FINEP de 2003.
O CoGrOO foi lançado no mês de maio e funciona nas versões 1.x e 2.x do OpenOffice.org/BrOffice.org. A implementação foi feita na linguagem Perl e a interface com o usuário em Java. Atualmente, o aplicativo funciona em Linux e Windows, mas outros portes estão sendo planejados para o futuro. Além disso, nas próximas versões estão sendo previstas melhorias no motor de correção e novas regras de estilo, além de possíveis versões para outros idiomas. Essa ação se justifica, pois o projeto chamou a atenção não só dos usuários brasileiros mas, também, da comunidade internacional, onde o projeto tem sido apontado como um dos mais avançados na área lingüística. O sucesso foi comprovado com o anúncio de que um dos desenvolvedores do CoGrOO será patrocinado pelo Google para desenvolver uma API de correção gramatical.
Menezes ainda apresentou um comparativo do CoGrOO com o Regra, o corretor gramatical proprietário do Microsoft Office. O comparativo foi feito relacionando os verdadeiros positivos, que são os erros efetivamente identificados no texto, e os falsos positivos, que são expressões corretas mas que são identificadas como erros pela aplicação. Na comparação, o CoGrOO destacou-se positivamente pela identificação de menos da metade dos falsos positivos identificados pelo ReGra. Enquanto o Regra identificou 26 falsos positivos, o CoGrOO identificou apenas 10. O tratamento de erros estilísticos está previsto já na próxima versão.
Perguntado sobre a dificuldade de instalação do CoGrOO, Menezes disse que o CoGrOO 2 será totalmente em Java e acabará com a dependência do Perl. Também é uma questão de tempo o suporte a máquinas virtuais Java livres. A versão 2 deverá estar disponível até o final de 2006.

Macros no BrOffice.org

Em Recife, o maior documentador de Macros no BrOffice.org, Noelson Duarte, fez a segunda palestra técnica do encontro, falando sobre os recursos e a organização das macros no BrOffice.org. O assunto é um dos que mais interessam aos usuários que estão começando a usar o pacote de aplicativos, principalmente no ambiente corporativo, onde, mesmo com um nível de complexidade avançado, a criação de macros é uma funcionalidade bastante disseminada.
Através do uso de exemplos, Noelson demonstrou todas as possibilidades do desenvolvimento com Macros no BrOffice.org. O uso da API com diferentes linguagens de programação permite ao usuários uma série de recursos de manipulação de documentos; o uso de diálogos, a criação de interfaces aprimoradas e a linguagem BrOffice.org Basic, um entendimento facilitado das estruturas e dos fluxos de controle dos programas.
Em relação ao trabalho colaborativo desenvolvido por Noelson, um dos encaminhamentos foi feito no intervalo do evento, onde, em uma breve reunião com Gustavo Pacheco, foi definido que o projeto passará a abrigar o material sobre macros em desenvolvimento, sob a gerência do próprio Noelson. Com isso, o projeto BrOffice.org dará maior visibilidade ao trabalho de Noelson, principalmente para o armazenamento da documentação e para a convocação de voluntários para a realização de testes.

Louis Suarez-Potts no evento brasileiro

Direto de Toronto, no Canadá, Louis Suarez-Potts, gerente mundial da comunidade OpenOffice.org, iniciou agradecendo a possibilidade de falar ao Brasil através de um ambiente colaborativo virtual. A palestra de Louis tratou da responsabilidade dos governos em relação aos padrões abertos e à utilização do OpenOffice.org, atacou a Microsoft e fez um elogio as políticas públicas de apoio ao Software Livre no Brasil.
Louis argumentou que nas últimas décadas, os governos têm utilizado os meios eletrônicos para armazenamento de dados e é uma responsabilidade dos governos permitir o acesso a essa documentação de forma livre. Dentro deste contexto, o padrão ODF (OpenDocument Format) surge como a alternativa adequada para eliminar a dependência de formatos de arquivos proprietários.
Ele exemplificou lembrando que documentos em papel não precisam de licenciamento para ser lidos. Já os documentos em meios eletrônicos, pelo contrário, são dependentes de dispositivos específicos. No caso da utilização de formatos proprietários, os mesmos estão sujeitos as alterações do mercado e passíveis de descontinuidade. Além disso, a leitura desses documentos requerem aquisição de licenciamento de software proprietário.
Pagamos um preço muito alto pela conveniência de usar produtos Microsoft. Ao contrário do papel e da caneta, esses recursos tecnológicos são proprietários. Os documentos que são criados hoje não têm a garantia de uso no futuro.
Louis comparou essa situação com a Idade Média, onde as pessoas deveriam pagar para aprender o Latim, a língua na qual era registrado o conhecimento. “O que não desejamos é um retorno a era feudal, onde apenas um pequeno grupo de pessoas tem acesso ao conhecimento. Hoje, os documentos de uma nação estão disponíveis em formatos proprietários de uma companhia a quilômetros de distância, que é dirigida para acionistas que estão interessados exclusivamente no lucro. Devemos escolher entre o neo-feudalismo e os padrões abertos. O primeiro leva à dependência e o segundo à inovação”, disse Louis.
Sobre o Brasil, disse que o país está dando um exemplo ao mundo ao mover-se para a utilização maciça de Software Livre e de código aberto. Segundo ele, não é suficiente usar padrões abertos. É necessário usar softwares livres, garantindo acesso aos cidadãos de uma nação aos documentos públicos.

A participação dos Estados

Provavelmente o momento mais emocionante do evento para os participantes virtuais foi quando, após o intervalo, Claudio Ferreira falou com cada um dos pontos de videoconferência. Com uma breve intervenção, os participantes de cada ponto puderam interagir com as outras localidades.
Um dos colaboradores mais antigos do projeto, César Melchior, comentou, em Porto Alegre, que era a primeira vez que podia interagir com diversas pessoas cuja sua relação colaborativa até o momento havia sido apenas via e-mail.
O espaço também foi aproveitado para anúncios colaborativos. No Paraná, foi anunciada a disponibilização para a comunidade das apostilas de Writer, Calc e Impress, produzidas pela Companhia de Saneamento do Paraná, SANEPAR. Vitorio Furusho também anunciou a disponibilização dos Guias Rápidos, de sua autoria, agora atualizados para o BrOffice 2.0.x. Segundo Furusho, as apostilas e os guias serão enviados para publicação no site do BrOffice.org já nos próximos dias.

Casos de Sucesso

Três casos de sucesso na migração para o BrOffice.org ilustraram a segunda etapa do evento. Banco do Brasil, Exército Brasileiro e FIEC apresentaram seus casos de migração, detalhando as estratégias e técnicas usadas para a implantação do pacote de aplicativos.
De Brasília, o analista sênior Dinis dos Santos apresentou o caso do Banco do Brasil. Ao todo o OpenOffice.org 2.0 foi instalado em toda rede de agências com seus mais de 4000 pontos, na direção geral e nos órgão departamentais, somando mais de 31 mil terminais com a suíte de escritório. Segundo dados do banco, foi gerada uma economia de 7 milhões de reais.Logo após, em Fortaleza, foi a vez do Exército Brasileiro, representado pelo major Alexandre, mostrar o seu caso de sucesso. No exército, a migração foi baseada no planejamento estratégico de Implementação do Software Livre no Governo Federal, de outubro de 2003. Segundo a apresentação do major Alexandre, o BrOffice.org é perfeitamente adequada a uma organização de qualquer porte, no entanto, um dos aspectos básicos e decisivos para o sucesso do projeto é a capacitação dos recursos humanos.
Finalizando a rodada de casos, César Cals Neto, da FIEC, apresentou o caso de sucesso da instituição, mostrando que 80% da rede de aproximadamente 1000 computadores já usa o BrOffice.org. O projeto utilizou como referência a migração do Metrô de São Paulo, outra grande migração para Software Livre.

Mesa Redonda

Jefferson Adelmo e Ulisses de Souza, representando o governo, César Cals Neto, as empresas, e Claudio Ferreira e Roberto Salomon, a comunidade, foram os debatedores na Mesa Redonda de encerramento do evento. O formato escolhido foi o de perguntas e respostas entre os grupos e, depois, a abertura para perguntas dos participantes do evento.
Na pauta, a relação entre empresas, governo, usuários e comunidade. Coordenando a comunidade brasileira, Claudio sugeriu uma maior sintonia entre os interessados no desenvolvimento do Software Livre no Brasil e questionou sobre possibilidades de parcerias entre o poder público e comunidades de software livre formalizadas juridicamente, como o BrOffice.org.
Os representantes do governo salientaram a importância desse tipo de ação e destacaram o que cada órgão tem feito como iniciativa não só de utilização, mas de apoio aos projetos de Software Livre. Entre os órgãos participantes, foi colocado a disposição da comunidade o conjunto de documentos relacionados aos projetos de migração.
Perguntado sobre o apoio das empresas privadas, Cals Neto acredita que é o apoio é fundamental para a sustentabilidade dos projetos e a própria realização de eventos como o Primeiro Encontro, abrindo o espaço para a discussão do tema, são o resultado desse apoio.
Na sua intervenção, Roberto Salomon foi enfático ao dizer que o Software Livre e, em particular, o projeto BrOffice.org, não é uma área de colaboração apenas para desenvolvedores. Qualquer voluntário pode ser um colaborador na sua área de conhecimento e desenvolver a especialidade da sua preferência.
Na última pergunta dos participantes, Claudio citou a preocupação do projeto em atender as demandas de certificação de profissionais e afirmou que o projeto já estava trabalhando no assunto para definir inicialmente um conteúdo mínimo e, depois, o procedimento de certificação. Salientou, entretanto, que a complexidade do processo exige atenção redobrada para a o trabalho tenha os resultados desejados.

Balanço Final

O Primeiro Encontro do Projeto BrOffice.org abriu um novo capítulo na história dos eventos de Software Livre no Brasil. A realização do evento através do formato virtual mobilizou mais de 1000 pessoas em todo o país, integrando os diversos pontos de presença da comunidade BrOffice.org e permitindo a interação entre os participantes. Diversas entidades sociais foram beneficiadas com a doação de alimentos. Em Recife, por exemplo, foram recolhidos mais de 30Kg de alimentos, doados à Sociedade Educacional e Creche Escolar Tancredo Neves, como relatou Noelson Duarte. Em Aracaju, Raimundo Moura informou que 70 Kg de alimentos foram doados à Sociedade Creche Ação Solidária Almir do Picolé.
Com um planejamento de meses, o evento sofreu diversas modificações até a sua realização. Programado inicialmente para acontecer em paralelo ao Sétimo Fórum Internacional Software Livre, no mês de abril, o evento foi adiado para o mês de junho. Com isso, a organização pretendia ter mais tempo para articular o evento e viabilizar a sua execução. Apesar disso, várias foram as dificuldades. Marcus Diogo da Silva, da FIEC e um dos responsáveis diretos pela execução do evento, lembra que “tivemos que gerenciar um problema concreto que foi a diminuição do evento. Tínhamos um dia inteiro de programação mas, infelizmente, apenas o turno da tarde disponível na rede de videoconferência”.
O evento também foi uma vitória da comunidade. A maioria absoluta dos organizadores dos pontos da videoconferência eram participantes de grupos de usuários e desenvolvedores de Software Livre. Para muitos desses colaboradores, ligados diretamente ao Projeto BrOffice.org, o momento será de avaliação dos resultados e, logo em seguida, de mãos-a-obra para viabilizar os compromissos assumidos com os usuários e, assim, confirmar o sucesso do Primeiro Encontro do Projeto BrOffice.org.

Fonte: BrOffice.org
Por Gustavo Pacheco, do Projeto de Documentação.

terça-feira, maio 30, 2006

Software livre chega a todas as agências do BB


A implantação da suíte OpenOffice.org na rede de agências do Banco do Brasil chega na fase final. O pacote foi instalado em todos microcomputadores que possuem o sistema operacional Windows-XP. Atualmente, mais de 35 mil máquinas estão com o software instalado. A suíte de escritório OppenOffice.org é composta por editor de texto, planilha eletrônica e apresentações, entre outros aplicativos.
O BB possui outros 30 mil computadores que operam com o sistema operacional OS2. Devido à incompatibilidade entre a suíte OS2 e o Open.Office, essas máquinas devem migrar para o sistema operacional Linux até o final de 2006.
Para o novo sistema chegar à rede de agências, vários estudos que abordam a transição para o uso geral das soluções em código aberto foram realizados pela área técnica do Banco. As conclusões dessa pesquisa fizeram o BB implantar o OpenOffice.org de maneira gradual, respeitando as características dos ambientes computacionais.
Durante algum tempo, a solução em código aberto conviverá com a solução proprietária. A fim de garantir a interoperabilidade entre os ambientes computacionais do BB, os documentos antigos poderão ser manipulados pelos programas do pacote MS-Office e, gradativamente, os novos documentos serão criados com o padrão do OpenOffice.org ou no formato "PDF" (Portable Document Format), que também é suportado pelo software livre.
A adoção de programas em software livre traz diversas vantagens, como ausência de custos com aquisição de licenças e possibilidade de adaptação dos softwares às necessidades específicas. Com isso, o Banco ganha domínio e independência das tecnologias empregadas, e maior compatibilidade com as tendências do mercado.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Banco do Brasil

sábado, maio 20, 2006

E-mail fraudulento tenta roubar senha de usuário do Mercado Livre


Estão sendo enviado e-mails usando o nome do Mercado Livre.
Um se passar por uma notificação "Jurídica" e o outro pede para o usuário recadastrar sua senha no referido site de comércio eletrônico.
Essa prática já é bastante conhecida, assim como o nome do Mercado Livre, é comum usarem também o nome do SPC, SERASA, Receita Federal, TRT, Bancos, etc. Esses órgãos/entidades não solicitam informações de seus usuários pela internet.
Agora a recomendação básica:
Matenha o seu Antí-vírus atualizado e tenha também um bom Firewall.

Ubuntu Linux


Visando saciar minha curiosidade com o Ubuntu Linux, resolvi instalar na minha máquina, para ver como é que é ;-)
Se você é um usuário experiente, acostumado com os recursos avançados do linux, pode esquecer. Essa distro é voltada para iniciantes, na minha opinião ela chega ser até mais simples que o Kurumin.
O Gerenciador de janelas do Ubuntu é o Gnome e vem com vários softwares, como por exemplo o Open Office e outros. E tem também uma função Adicionar/Remover que é similar aos ícones mágicos do Kurumin.
Caso queira fazer o download, clique na figura.

Velocidade que a Internet pode alcançar


Fiquei impressionado com a velocidade das conexões em Hong Kong. Em quanto nosso limite aqui no Brasil é de 8 Mbps (8,1 mil Kbps) lá já é possível fazer um download a 1 gibabit por segundo (1,04 milhão de Kbps ).
Com uma conexão dessas dar pra baixar um DVD em alguns segundos.
Eles conseguem isso usando cabos ethernet (tipo esse da foto). É como se toda a cidade estivesse ligada a uma rede local.


Fonte: Revista Super Interessante http://super.abril.uol.com.br/super/superrespostas/conteudo_133299.shtml